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Bebê que teve pênis cortado no parto: o que fazer em caso de erro médico?

Bebê que teve pênis cortado no parto o que fazer em caso de erro médico

Um bebê teve o pênis cortado durante o parto no México, na cidade de Saltillo. Ao realizar os procedimentos pós-nascimento, estudantes de medicina que realizavam a cesárea confundiram o órgão genital da criança com o cordão umbilical e cortaram parte dele. Casos de erros médicos não são tão raros e acontecem também no Brasil, por isso é importante toda mulher saber como agir se qualquer coisa fora do comum acontecer.

Entenda o caso:

Após o nascimento, na tentativa de esconder a lesão dos responsáveis, os profissionais encaminharam o bebê para uma cirurgia de emergência. Duas horas depois do nascimento, ao desconfiarem da situação, os pais – Diego Rangel Izaguirre e Zulem Contreras – descobriram que seu filho acabara de ser submetido a um procedimento de reconstituição peniana. Na cirurgia, mais dois cortes foram feitos.

Segundo declaração dos responsáveis, a criança passa bem. No entanto, eles não esperavam ser atendidos por estudantes e vão processar o hospital.

Erro médico no Brasil: o que fazer?

Embora triste, casos como esses não são tão raros. Em maio, em Aracaju (SE), umbebê teve a cabeça degolada durante o parto. O hospital afirma que o feto já estava sem batimentos e que o procedimento é o padrão adotado. Já a família, na época, afirmou que entraria com medidas judiciais.

Segundo a advogada Ana Lúcia Keunecke, representante jurídica da Artemis, ONG que trabalha para combater a violência contra a mulher, em casos como esse é possível e recomendado entrar com ações de reparação. “Se o erro médico foi danoso, a paciente pode abrir uma reclamação no Ministério Público, pedir a instauração de um inquérito civil, buscar auxílio da Defensoria Pública ou realizar um boletim de ocorrência para tomar medidas jurídicas”, explica.

Provas

No entanto, antes de buscar as medidas cabíveis é essencial que a família esteja com provas. Elas podem ser obtidas através do prontuário médico e, em alguns casos, ainda contar com laudo feito por um segundo especialista mostrando onde está o erro. “Existem instituições que se negam ou dificultam o acesso. Mas é direito do paciente obter toda a documentação médica. Então, o hospital é obrigado a fornecer todas as informações. É garantido por lei”, alerta a advogada.

Erro médico é violência obstétrica?

Assunto que vem tomando cada vez mais espaço nas discussões públicas, a violência obstétrica é comum no atendimento ao nascimento. No entanto, Ana Lucia alerta para as possíveis variáveis de problemas envolvendo o parto. “Existem vários tipos de violência obstétrica que não são erros médicos e também existem erros médicos que são negligencias e não violência. É preciso analisar caso a caso”, comenta.

Como ter segurança no parto

Melhor do que buscar reparação posterior é evitar que os erros aconteçam. Segundo a advogada, ter o direito a uma acompanhante garantido – seja um familiar ou uma doula –, entregar um plano de parto e ter um diálogo franco com a equipe que vai acompanhar o nascimento é essencial para prevenir procedimentos indesejados e para, caso seja necessário, entrar com medidas judiciais. “Essas três indicações reduzem as ocorrências de violência, além de facilitar a reparação em determinados casos, pois servem como testemunhas e provas”, finaliza.

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